No último domingo, 14/12/2025, houve um ataque antissemita na Austrália. Quando me levantei já havia notícias sobre o ataque já que ele ocorreu antes das 6h da manhã pelo horário de Brasília. O ataque foi na praia de Bondi, a mais procurada pelos turistas no país. Naquela noite (lá era 18h45 ao começar o ataque) estava se iniciando a primeira noite de celebração do Hanuká, importante festa religiosa judaica.
Os terroristas que perpetraram o ataque eram pai e filho. O pai, de 50 anos, morreu ao trocar tiros com a polícia. O filho, de 24 anos, está internado em estado grave. Confesso que espero que ele não se recupere. Os atiradores mataram 16 pessoas (cada vez que vejo notícias, os números aumentam) com idades entre 10 e 87 anos. Tenho uma filha de 10 anos. Não sei nem o que faria se ela fosse assassinada numa situação dessas.
Não era uma ameaça:
O pai era de origem indiana e morava no país há 27 anos, o filho era australiano. A inteligência australiana diz que o filho era conhecido da polícia, mas não apresentava risco. Não mesmo? Acho que as famílias dos mortos e dos 42 feridos que foram internados não concordariam com isso. Pelo menos 10 dos internados estavam em estado grave até a última atualização que li.
As autoridades australianas dizem que pai en filho viajaram há pouco tempo para as Filipinas, em um local conhecido por ser foco de extremismo. Mesmo assim, ainda estão investigando o que tornou pai e filho extremistas, visto que a família não tinha ciência desse comportamento de ambos. No carro ena casa investigados, foram encontradas seis armas e duas bandeiras do Estado Islâmico feitas à mão.
Falta de ação contra o antissemitismo:
Apesar de o primeiro-ministro Anthony Albanese ter dito que “quem ataca um judeu australiano ataca todos os australianos”, Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, criticou o governo australiano. Segundo Netanyahu, o governo da Austrália tem ficado quieto e não tem tomado nenhuma atitude contra ataques antissemitas que vem ocorrendo no país, como ataques a sinagogas.
A verdade é que, desde a escalada da guerra em Gaza com o ataque do Hamas a Israel em 07/10/2023, os discursos antissemitas ao redor do mundo só vêm se intensificando. Hoje, pessoas chamam as outras de nazistas e depois se dizem anti sionistas e falam que os judeus devem morrer e Israel deve deixar de existir. É um contrassenso.
A verdade é que os judeus são um povo que sofre perseguições há milhares de anos. Após a Segunda Guerra Mundial foi criado o Estado de Israel para que esse povo pudesse ficar em segurança. Ser contra a existência desse Estado (que já existiu há muito tempo atrás, exatamente onde se encontra agora) e a favor da existência do Estado da Palestina (que nunca existiu) exatamente onde se encontra Israel é apenas mais uma maneira de perseguir os judeus.
já passou da hora de acabar com essa guerra:
Vamos deixar claro uma coisa: não sou a favor da guerra em Gaza. Acho que a solução para isso é criar um Estado Palestino em outro lugar. Mas os palestinos não aceitam isso por um único motivo, eles querem acabar com Israel. Netanyahu já passou do ponto de estar se defendendo há muito tempo. agora, ele está apenas promovendo massacres. Mas vamos ser sinceros, o Hamas faz o mesmo e ainda massacra o seu próprio povo ao esconder a ajuda humanitária enviada, usar o povo como escudo entre outras coisas.
Já passou da hora de essa guerra acabar. Maas agir como se a solução para ela fosse exterminar todo o povo judeu não pe apenas horrível, éperigoso! No domingo, uma das pessoas mortas foi um sobrevivente do Holocausto que stava na praia com sua neta. Um ucraniano que fugiu da guerra com a Rússia morreu na Austrália também. E eu apenas me pergunto: é realmente essa a solução?
Na minha humilde opinião, qualquer um que defenda a morte e o extermínio de todo um povo é uma pessoa perigosa da que quero distância. Se o povo que você defende que morra é o povo judeu, tenho uma surpresa: você é o nazista, não seu adversário. Está na hora de esses discursos nazistas que estão cada vez mais indo para o campo da ação acabarem. Somos todos seres humanos, e, como tais, devemos aprender a viver em paz uns com os outros.





